Just me

Formada em Jornalismo com um orgulho de estufar o peito sempre que me perguntam: profissão?
E essa paixão infinita pelas palavras foi herdada da minha mãe e também ao amor à primeira vista pelo Superman aos meus 06 anos. Isso foi fundamental! E depois de muitas sessões da tarde resolvi então ser a “Lois Lane”!



Sou Itaberina, interior de Goiás… um lugar muito muito distante… bem, mais fácil de dizer: Goiana de nascença… moro atualmente em Uberlândia em Minas Gerais, mas meu coração é de Ribeirão Preto interior de São Paulo, onde me formei.
A cor predileta é o rosa; o perfume é o Lolita Lempicka; mania de roupas e sapatos; lugar predileto: minha cama; país que amo: Inglaterra; vício: coca cola e notícias; sonho: viver em Paris; devaneio: ser mãe de 03 moleques lindos e sapecas.

Meu primeiro nome é Nyvia…dado por acidente na hora do registro e que é lembrado apenas pelos colegas de escola, pois para a família sempre foi Camila ( em homenagem à minha bisavó paterna ). Depois de crescida, saída da cidade pequena, a família, e eu, adotamos de vez o segundo nome e isso dá confusão até hoje! ( depois em algum post conto as piores !!)Casada com meu “Clark Kent”, moreno, alto de óculos; mãe de um lindo maltês;

Essa sou eu… sem medos de mudanças e de ser feliz.

Ca Lagares

Por Camila Lagares

Você com certeza já ouviu esse nome!

Marc Jacobs é o grande ícone da moda da vez e quer saber o porquê ? Eu conto!
Quem de nós não se inspira em alguns ídolos para viver, trabalhar e surpreender. Foi assim que Marc Jacobs destacou-se da multidão!

Ele, um jovem estilista talentoso recém formado em moda pela Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque, que tocado pelo estilo grunge e melancólico de uma banda de Seattle, o Nirvana, resolveu dar forma ao som que ouve e gosta.
E de repente ele conseguiu colocar em prática, ou melhor em roupa, o sentimento impresso nas letras das músicas compostas por essa banda adolescente. E assim surgiu a famosa bermuda até o meio do joelho que revolucionou a cara do jovem no mundo todo e marcou uma geração.

Esse lançamento rendeu ao seu criador, nada mais que uma demissão, isso mesmo, a marca Perry Ellis para quem Marc Jacobs trabalhava era muito tradicional e não gostou da criação do estilista demitindo o mesmo.

Mas sua criatividade rendeu visibilidade e Ana Winter ( aquela que foi a inspiração para o livro e filme o Diabo veste Prada ) gostou tanto que lhe abriu as portas da Revista Vogue.
De queridinho da Vogue à Diretor de Criação da Louis Vuitton

“Nossa consumidora não quer saber de crise. Ela quer sonho, e é isso que estamos dando a ela”

Marc Jacobs e Louis Vuitton – Essa era uma parceria que poucos acreditavam pelo estilo de Marc Jacobs que destoava de uma marca tão tradicional. Mas como o improvável insiste acontecer, foi um sucesso.

Louis Vuitton deixou de ser apenas uma marca para se transformar em ícone fashion. Agora é uma das grandes ditadoras de estilos. Quer um bom exemplo prático disso? Fácil:
Quando se fala Louis Vuitton o que lhe vem à cabeça?

As bolsas com monogramas da marca! E sabe quem foi responsável por isso? Marc Jacobs, que em 2003 contratou o artista plástico Takashi Murakami para renovar os modelos de bolsas existentes e criar novos; E sua ousadia mais uma vez emplacou! Naquele ano, elas renderam 300 milhões de dólares e até hoje são os modelos mais procurados.

E depois de 12 anos a frente da marca como diretor artístico, Marc Jacobs ainda conseguiu criar sua própria grife e fazer dela um sucesso. Hoje ele concilia muito bem as duas coisas, o responsável por toda parte criativa da Louis Vuitton e dono de uma marca própria que leva seu nome.

Polêmico e Excentrico

“Definitivamente, há uma parte de mim que adora a idéia de ser manchete”

Apesar de sua carreira brilhante Marc Jacobs passou por períodos difíceis como em 2000 em uma longa fase de recuperação pelo uso de drogas e excesso de álcool.
Polêmico e autêntico nunca deixou de lado sua veia artística para se curvar diante dos negócios. E por isso vive em polêmicas brigas com o herdeiro da Louis Vuiton.
E esse ano anunciou seu noivado e casamento presvisto para o próximo mês com o publicitário brasileiro Lorenzo Martone.

O sucesso e a marca própria


Hoje, Marc Jacobs tem mais de 100 lojas com sua própria grife, sendo uma delas no Brasil; tudo isso graças ao espírito inquieto, diferente que traz às passarelas o novo, destoando de padrões fixados pela indústria da moda, e imprimindo sua marca no tempo.

Matéria Publicada na Revista Cult – Uberlândia – Julho/2009

Por Camila Lagares
“A moda não é uma arte, é um negócio”.
Coco Chanel
Contrariando todos os padrões da época, Gabrielle Chanel era literalmente uma mulher além do seu tempo, e com pensamentos contrários a todos os padrões.
Nascida em uma família de cinco irmãos, Gabrielle e suas duas irmãs foram deixadas pelo pai aos12 anos em um orfanato. Criada em um regime duro, ela dizia que foi isso que lhe fez ser forte e diferente.
A rígida disciplina povoou a mente de Gabrielle de más recordações. Mas ainda assim ela falava que devido às essas regras o resultado tenha sido em seu caso, um complexo de superioridade indomável.
Aos 20 anos trabalhando em um armarinho ela descobriu o gosto pela arte e tentou ser cantora na cidade de Moulins, centro da França onde se apresentava com apenas duas músicas que sabia: Ko-ko-ki-ko e Qui quersquo a vu CoCo. E por causa dessas, nunca mais foi chamada de Gabrielle. Assíduos freqüentadores desses concertos a apelidaram de Coco, e assim ficou.
E foi também nesses concertos que Coco conheceu seu grande amor, Etienne Balsan, um grande herdeiro do setor têxtil.
Assim, aos 23 anos, Coco seguindo seu coração foi morar com seu amado, o que na época era um escândalo. As regras eram se casar e constituir família. Mas essas eram apenas as regras da sociedade o que não significava muito para ela.
“Ninguém pode viver com horizontes tão estreitos”

Mas Coco era diferente, desde seu comportamento, suas idéias e principalmente seu jeito de se vestir. Ela acompanhava seu amante ao hipódromo usando chapéus de palha, gravatas e paletós que tirava do armário de seu companheiro. Enquanto as mulheres da época usavam espartilhos, rendas, pompas e jóias.
Coco tinha horror aos babados, plumas e rendas. Preferia trajes masculinos e em pouco tempo, artistas, esportistas e escritoras (mal faladas pela sociedade da época) a procuraram pedindo dicas daquela moda tão peculiar.
Trabalhar na época significava necessidade quando se referia a mulheres; mas seu ímpeto era ser independente. Foi quando Arthur Capel entrou em sua vida. Diante de todas as barreiras encontradas por Coco, Arthur apoiou e ajudou. E os chapéus de palha começaram a ser procurados por toda Paris. E um desses acabou na capa da revista Les Modes.
Com a ajuda da atriz Gabrielle Dorziat que usava o tal chapéu em sua peça, mais a ajuda financeira de Arthur, em 1911 Coco abriu sua primeira loja no número 31 da Rue Cambon, em Paris ao lado da Alameda Faubourg Saint Honoré onde ficam as grandes marcas. (Ainda hoje o costureiro Karl Lagerfeld assina criações da marca Chanel no mesmo endereço.)


De modista à estilista
Uma modista, termo usado na época para designar criadores de chapéus e penteados, que em um belo dia decidiu não usar mais as malhas do namorado e sim improvisar um vestido no seu estilo. Reformou então, uma dessas roupas ao seu jeito e quando todos a perguntavam onde havia comprado, ela simplesmente respondia que poderia fazer um igual se a pessoa desejasse.
E de repente os espartilhos e vestidos que se arrastavam pelas ruas, moda inadequada segundo Coco, deu lugar às blusas de golas rulês e taillers de tecido tweed. Assim nascia um clássico da moda feminina.
Mas foi depois da Segunda Guerra Mundial que Chanel Modas estourou devido às necessidades da época. Uma sociedade que precisava de mais simplicidade e objetividade, coisa que os vestidos enormes, pesados já não atendiam. As damas obrigadas a deixar suas mansões e andar a pé, agora precisavam de praticidade.
E assim o império Chanel foi crescendo. Seus vestidos de jérsei eram encomendados às dezenas.
Inventando a moda e imprimindo uma personalidade no tempo
Mas o que levava Chanel não era apenas sua habilidade de negociação ou criações práticas e inéditas; e sim a personalidade de sua criadora, que não se cansava nunca de enfrentar barreiras e ser precursora de uma geração.
Cortou seus cabelos à altura dos ombros, diminuiu o comprimento das saias, mostrou o tornozelo, fez amizades com artistas como Pablo Picasso e Renoir; e ainda como se não bastasse, fez de uma perda, a do amor de sua vida, um marco: a criação do seu perfume Chanel N.5.
E não foi suficiente. Coco ainda imprimiu sua marca na eternidade com o pretinho básico, os colares de pérolas falsas e a bolsa com alça de correntes.
Como nada em sua vida era comum, Coco ainda foi acusada de colaborar com Hitler. E só aos 70 anos, depois de um longo tempo com as portas fechadas, ela reinaugurou seu ateliê onde trabalhou até dia 09 de janeiro de 1971.
Gabrielle morreu em um domingo, dia que ela dizia odiar.
E no dia 25 do mesmo mês, no mesmo ano as pessoas brigavam para ver a última coleção desenhada por Coco.
“Só aos domingos eu não invento nada” – Coco Chanel.

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P.s 1: A marca foi retomada em 1983 sob a “tesoura” de Karl Lagerfeld e permanece até hoje em sua direção.
P.s 2. Esse ano seremos presenteados com o Filme Coco avant Chanel com a atriz francesa Audrey Tautou.

Matéria Publicada na Revista Cult – Uberlândia – Junho/2009

Por Camila Lagares


O mundo da moda é fascinante.

Mas muitos pensam que é apenas glamour, champagne, flashes e dinheiro. Há muito mais que isso por traz de uma passarela.
E é disso que vamos falar. Todo mês trarei uma história sobre um estilista; sua vida, suas inspirações, sua luta e principalmente como suas criações influenciam nossas vidas e nosso dia-a-dia.
Mas para sabermos como isso tudo funciona, vamos começar do começo: a moda.

Moda significa no dicionário Aurélio: criar costume, vontade, modo. E criar costume vem desde os primórdios.
Na época bizantina era moda entre a realeza usar roupas de cor roxa, pois era feita de um pigmento muito raro. E essa tendência de diferenciação entre um e outro trouxe para a moda o aspecto comercial. Algo que influencia pessoas e vende por causa do status. Mas a moda ainda está além disso.
Quando falamos de estilistas estamos nos referindo a artistas. Eles são como pintores, escultores ou mesmo músicos. E suas criações vão além da venda. O sonho de um estilista é fazer algo que marque o tempo e a cultura das pessoas.

Então se trata de algo maior. Quer ver como é: pense agora em uma calça boca-de-sino. O que lhe vem à cabeça? Provavelmente um bando de hippies com cabelos longos fazendo um símbolo de paz e amor com as mãos.
Viu? A calça boca-de-sino representa uma geração! Ela virou símbolo de uma década revolucionária. E o desenho dessa peça tem tudo a ver com essa vontade de se expressar livremente. E é isso que um estilista pensa quando desenha uma coleção. E é a partir disso que vamos entender esse mundo da alta-costura.
Já vi muitas pessoas se perguntarem por que os desfiles de moda sempre têm roupas que nunca usaríamos no dia-a-dia. A resposta está acima. Porque o desfile é o anúncio da tendência que irá despontar. É a matéria-prima do estilista, sua arte, sua contribuição no mundo. E dessa arte é que serão desenhados os modelos para ganhar as ruas e o que veremos nas vitrines por ai.

Um exemplo claro e atual disso é o nosso estilista Alexandre Herchcovitch que já ganhou o mundo com suas coleções futuristas. Mas do Alexandre vamos falar em uma outra ocasião, ele merece um texto só dele.

Mas então para entender melhor vou dar um exemplo ainda mais próximo. Há uma cena clássica em um filme que explica bem a questão artística e a comercial.
Lembram do filme O Diabo veste Prada, baseado no Best Seller homônimo de Lauren Weisbeger, onde uma jornalista recém-formada que trabalhou durante um ano como assistente da todo-poderosa editora da Vogue americana, Anna Wintour.

Pois bem, vou descrever a tal cena que mostra exatamente a importância da moda e como as pessoas ainda não a entendem; no momento em que a grande editora da revista Runway vai preparar os modelos para um editorial, a secretária então recém contratada ri da combinação aparentemente ridícula que ela está propondo. Ali naquela cena Meryl Streep a olha indignada quase que ofendida, pois a secretária está tratando aquele fato como se fosse algo supérfluo, e naquele momento ela dá uma aula da história sobre as peças que influenciaram gerações e é responsável pela criação inclusive do casaco que ela supostamente comprou em uma loja de departamentos.

É isso, costura é arte. E deveria ser vista como tal.

Tratar a moda como uma coqueluche é falta de informação. Ela faz parte da arte que revoluciona e impulsiona gerações.
Ou vai me dizer que você não pensa na roupa que vai colocar antes de sair de casa? Claro que pensa, e pensa principalmente o que as outras pessoas vão achar.
Mas ao invés de comprar qualquer coisa por aí, que tal aprender sobre essas coisas? Pois é isso que lhe proponho. Aqui vou escrever sobre a arte da moda, seus artistas, seus traços e até sobre a matéria-prima,o porque de uma roupa ser feita desse ou daquele tecido.

Vamos conhecer mais a fundo Coco Chanell, Valentino, Christian Dior, Jean Paul Gautier Elie Saab, Samuel Cirnanski, Cris Barros, entre outros grandes e pequenos estilistas que nos fazem ficar ainda mais bonitas e estilosas.


Matéria Publicada na Revista Cult – Uberlândia – Maio/2009